ESCALA DE BEIGHTON

Uma ferramenta clínica utilizada para avaliar a presença de hipermobilidade articular generalizada.

O que é a Escala de Beighton?

A Escala de Beighton é uma ferramenta clínica utilizada para avaliar a presença de hipermobilidade articular generalizada, ou seja, a capacidade de algumas articulações realizarem movimentos além do esperado para a maioria das pessoas.

A pontuação máxima é de 9 pontos. A escala avalia cinco tipos de movimentos, sendo alguns deles realizados dos dois lados do corpo.

Os 5 movimentos avaliados

A escala observa cinco tipos de movimentos. Alguns são avaliados dos dois lados do corpo, totalizando até 9 pontos.

Ilustração dos movimentos avaliados na Escala de Beighton
01

DEDO MÍNIMO

Inclinar o dedo mínimo para trás além de 90 graus.

Até 2 pontos
02

POLEGAR

Aproximar o polegar da parte interna do antebraço.

Até 2 pontos
03

COTOVELOS

Avaliar a hiperextensão dos cotovelos além do limite considerado habitual.

Até 2 pontos
04

JOELHOS

Avaliar a hiperextensão dos joelhos além do limite considerado habitual.

Até 2 pontos
05

FLEXÃO DO TRONCO

Apoiar as mãos no chão com os joelhos estendidos durante a flexão do tronco.

1 ponto

Como funciona a pontuação?

Cada movimento recebe 1 ponto quando o critério de hipermobilidade é observado. Como alguns movimentos são avaliados dos dois lados, a pontuação máxima é de 9 pontos.

PONTUAÇÃO MÁXIMA

1
2
3
4
5
6
7
8
9
A soma total pode variar de 0 a 9 pontos.

Valores de referência por idade

6+
Crianças e adolescentes
5+
Adultos até 50 anos
4+
Adultos acima de 50 anos

Importante: esses valores são referências gerais e podem variar conforme a idade, o histórico clínico e os critérios utilizados pelo profissional de saúde.

O que significa a pontuação?

A pontuação ajuda a identificar a presença de hipermobilidade articular generalizada, mas precisa ser interpretada dentro do contexto de cada pessoa.

Um resultado alto não é um diagnóstico. A Escala de Beighton é uma ferramenta de apoio e representa apenas uma parte de uma avaliação clínica mais ampla.

SINTOMAS

Dor persistente, instabilidade articular, fadiga, lesões recorrentes e outras manifestações devem ser consideradas na avaliação.

HISTÓRICO PESSOAL E FAMILIAR

Informações sobre sintomas ao longo da vida e histórico familiar podem contribuir para compreender o quadro.

AVALIAÇÃO CLÍNICA

O profissional pode avaliar outros sinais e manifestações além dos movimentos observados pela escala.

OUTRAS CONDIÇÕES

Também pode ser necessário investigar ou excluir outras condições que apresentem manifestações semelhantes.

A Escala de Beighton não diagnostica SED ou TEH sozinha.

Para investigar condições relacionadas à hipermobilidade, é necessário considerar sintomas, histórico clínico, manifestações associadas e os critérios diagnósticos aplicáveis a cada condição.

A importância de uma avaliação completa Muitas pessoas com hipermobilidade não apresentam sintomas e podem ter apenas uma característica corporal. Quando a hipermobilidade está associada a dor persistente, fadiga, instabilidade ou outros sinais clínicos, uma investigação mais detalhada pode ser necessária.

Informação também é cuidado Conhecer os sinais do próprio corpo pode ser o primeiro passo para buscar uma avaliação adequada e compreender melhor suas necessidades.